sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Inicio de Ano..

Setembro novo inicio de Ano Lectivo.

A sala limpinha começa a ganhar forma e vida..
Visto que é a sala de 1 ano, vamos adaptar o Sistema LU.

Coloquei fotos para tudo..

Temos o quadro da altura..



Retirei do Bau as canções.. só falta o leitor de cd..


E o quadro das histórias..
Já lá estão mais mas é só para haver uma ideia..


Haverá mais..

domingo, 20 de setembro de 2009

Coisas de crianças



Desenhos com Anilinas




Desenhos feitos com Anilinas

Definição de Psicopedagogia

De acordo com o Código de Ética dos Psicopedagogos, “a Psicopedagogia é um campo de atuação em Saúde e Educação que lida com o processo de aprendizagem humana; seus padrões normais e patológicos, considerando a influência do meio - família, escola e sociedade - no seu desenvolvimento, utilizando procedimentos próprios da psicopedagogia” (Artigo 1º).

A Psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, tendo, portando, um caráter preventivo e terapêutico. Preventivamente deve atuar não só no âmbito escolar, mas alcançar a família e a comunidade, esclarecendo sobre as diferentes etapas do desenvolvimento, para que possam compreender e entender suas características evitando assim cobranças de atitudes ou pensamentos que não são próprios da idade. Terapeuticamente a Psicopedagogia deve identificar, analisar, planejar, intervir através das etapas de diagnóstico e tratamento.

A Psicopedagogia se ocupa da aprendizagem humana, advinda de uma demanda: o problema de aprendizagem, colocado num território pouco explorado, situado além dos limites da Psicologia e da própria Pedagogia. Evoluiu devido à existência de recursos, ainda que embrionários, para atender a essa demanda, constituindo-se assim, numa prática.
De acordo com a pesquisa realizada por Lima (1999) em bibliotecas de Minas e São Paulo, a autora aponta diferentes concepções de Psicopedagogia, que, para efeito de estudo, foram agrupadas nas seguintes categorias:

• Psicopedagogia e Pedagogia - caracteriza-se por apresentar semelhanças com a Pedagogia e procurar definir a Psicopedagogia como ciência. Incluem-se as tentativas de definição do objeto da Psicopedagogia.

• Psicopedagogia e Psicologia – caracteriza-se por apresentar semelhanças com a Psicologia a partir da Psicologia Clínica ou Terapêutica e Escolar, utilizando termos, procedimentos do campo psicológico e enfatizando processos internos do indivíduo e investigação psicológica.

• Psicopedagogia e problemas de aprendizagem – enfatiza o aprendiz em situações que não ocorrem aprendizagem e apresenta propostas de uma prática ligada à clínica psicológica para solucionar problemas.

• Psicologia e fracasso escolar – considera os alunos que não desenvolvem aprendizagem e esse fato está relacionado ao contexto social e à escola. Enfatiza fatores externos ao sujeito como interferentes na aprendizagem.

Segundo Elza Vidal de Castro (2002), a Psicopedagogia é um campo emergente e multifacetado apresenta seu quadro teórico marcado pelos seguintes aspectos: a definição de seu objeto, de suas relações com os campos psicológico e pedagógico, da ênfase dada ao indivíduo e, também, da ênfase aos fatores externos ao sujeito na determinação do problema (contexto social mais amplo).
Para Noffs (1995), a Psicopedagogia institucional apresenta-se como transformação da própria pedagogia, devendo estudar as modalidades de ensino-aprendizagem desencadeadas e/ou possibilitadas pela instituição escola, visando a prevenção e enfrentamento de conflitos.

De acordo com Scoz (1987), a Psicopedagogia, como as outras áreas de saúde, implica um trabalho a nível preventivo e curativo. Na função preventiva, cabe ao psicopedagogo atuar nas escolas e em cursos de formação de professores, esclarecendo sobre o processo evolutivo das áreas ligadas à aprendizagem escolar (perceptiva motora, de linguagem, cognitiva, emocional), auxiliando na organização de condições de aprendizagem de uma forma integrada e de acordo com as capacidades dos alunos.
A Psicopedagogia é uma área que estuda e lida com o processo de aprendizagem e com os mesmos problemas decorrentes, recorrendo a várias ciências, sem perder de vista o fato educativo nas suas articulações sociais mais amplas.

A Psicopedagogia transformou-se em um campo de estudos dos que podem surgir no decorrer desse processo. Para responder à complexidade dessa questão, houve um esforço para alcançar uma visão multidisciplinar, que inclua contribuições de várias ciências e de estudos recentes, colocando, em pé de igualdade, aspectos cognitivos, afetivos, orgânicos e sociais, e descartando qualquer recorte de realidade que impeça uma visão mais completa do fenômeno a ser pesquisado (1994).

A Psicopedagogia, de acordo com César Coll (1996), é uma confluência disciplinar, um conjunto de saberes e um espaço profissional. Em relação ao espaço profissional dessa área, o psicopedagogo precisa da contribuição de diferentes profissionais como, psicólogos, pedagogos e psicopedagogos e assistentes sociais e também a contribuição de outras áreas de conhecimentos numa dimensão de interdisciplinaridade e transdisciplinaridade.


Bibliografia:

CÓDIGO DE ÉTICA da ABP. Conselho Nacional do Biênio 91/92, revisão Biênio 95/96, São Paulo, julho de 1996.

COLL, César e outros (Orgs). Desenvolvimento Psicológico e Educação: Psicologia da Educação (Vol.2). Porto Alegre:Artes Médicas,1996.

SCOZ, Beatriz Judith Lima (org.) et al. Psicopedagogia: o caráter interdisciplinar na formação e atuação profissional. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.

SCOZ, Beatriz Judith Lima. Psicopedagogia e realidade escolar: o problema escolar e de aprendizagem. 2ª ed. Petrópolis: Vozes, 1994.

NOFFS, Neide de Aquino. Palavra da presidente. Revista Psicopedagogia 14 (32): 5-9, 1995.

LIMA, Priscila Augusta. Análise de Definições de Psicopedagogia. UFMG/FAE. BH. 1999.

CASTRO, Elza V. Projeto- Curso de Especialização em Psicopedagogia, FCHPL, abril 2002.

O papel do Psicopedagogo

Podem ser muitas as razões que determinam o sucesso ou o fracasso escolar de uma criança, como: fatores fisiológicos, fatores psicológicos, mais precisamente de mobilização, condições pedagógicas e principalmente o meio sócio-cultural em que vive a criança.
A práxis psicopedagogica é entendida como o conhecimento dos processos de aprendizagem nos seus aspectos cognitivos, emocionais e corporais. Pressupõe também a atuação tanto no processo normal do aprendizado como na percepção de dificuldades (diagnóstico) e na interferência no planejamento das instituições e no trabalho de re-educação (terapia psicopedagogica).

• Vivenciar e construir projetos, buscando operar na prática clínica individual e grupal.
• Desenvolver projetos institucionais, principalmente aqueles relacionados à escola.
• Aprimorar a percepção de si mesmo e do outro, enquanto se individual, social e cultural e no seu papel de psicopedagogo.

Os Psicopedagogos são profissionais preparados para tender crianças ou adolescentes com problemas de aprendizagem, atuando na sua prevenção, diagnóstico e tratamento clínico ou institucional. O psicopedagogo poderá atuar em escolas e empresas (psicopedagogia institucional) e na clínica (psicopedagogia clínica).

Com a sua formação procura-se compensar as lacunas detectadas na formação inicial, tanto dos psicólogos como dos pedagogos, com abordagem e aprofundamento de aspectos teóricos e práticos específicos para a realização de tarefas tipicamente psicopedagogicas, tarefas essas, que implicam o trato com uma gama de conflitos presentes no cotidiano escolar, na demanda clínica, nos programas sociais, nas políticas e outros. Nessa formação busca-se coletar e integrar as contribuições de diferentes campos do conhecimento, principalmente dos campos de conhecimentos psicológicos e educativos. Deste modo, a sua formação exige o domínio de conhecimentos e atribuições de diferentes âmbitos da Psicologia, das Ciências da Educação e outras, pois o contato com a pluralidade de culturas no campo do saber e a diversidade de cultura da vida cotidiana do professor possibilita diferentes trajetórias no trabalho desse profissional.

O campo de trabalho do Psicopedagogo é caracterizado pelo processo de aprendizagem e de desenvolvimento das pessoas, como aprendem e se desenvolvem, as dificuldades, os problemas, como também, as intervenções educativas que devem ocorrer nessa relação pedagógica. Essa intervenção psicopedagogica é um mecanismo educativo que visa à articulação adequada das atividades escolares de ensino e de aprendizagem, às necessidades de formação integral e de desenvolvimento dos alunos.

De acordo com Marina Muller, cada psicopedagogo como tal, e o conjunto deles como profissão, vai elaborando uma imagem do que é a Psicopedagogia, pela definição de sua própria identidade ocupacional em conexão com a tarefa, com seus êxitos e dificuldades. A identidade profissional deve ser elaborada através de uma contribuição intencional e institucionalizada, onde os psicopedagogos possam vivenciar e esclarecer as ansiedades e fantasias que esta área de trabalho desperta, as resistências e os conflitos que aparecem, e que possam ser abordadas operativamente. Não podemos prescindir, em nossa tarefa, nem das atividades de aprendizagem que cada psicopedagogo realiza, em especial com respeito a seu próprio campo profissional, e nem da progressiva elaboração pessoal do papel desenvolvido no seu trabalho.

Concluímos então que a atuação do psicopedagogo tem sempre como objetivo promover a aprendizagem.

Contexto Clínico
Diagnostica, orienta, atende em tratamento e investiga os problemas emergentes nos processos de aprendizagem. Esclarece os obstáculos que interferem para haver uma boa aprendizagem. Favorece o desenvolvimento de atitudes e processos de aprendizagem adequados.
Realiza o diagnóstico-psicopedagógico, com especial ênfase nas possibilidades e perturbações da aprendizagem; esclarecimento e orientação daqueles que o consultam; a orientação de pais e professores, a orientação vocacional operativa em todos os níveis educativos.
A psicopedagogia no campo clínico emprega como recurso principal a realização de entrevistas operativas dedicadas à expressão e a progressiva resolução da problemática individual e/ou grupal daqueles que a consultam.

Contexto Institucional
A Psicopedagogia vem atuando com muito sucesso nas diversas Instituições, sejam escolas, hospitais e empresas. Seu papel é analisar e assinalar os fatores que favorecem, intervém ou prejudicam uma boa aprendizagem em uma instituição. Propõe e ajuda o desenvolvimento dos projetos favoráveis a mudanças, também psicoprofilaticamente.
A aprendizagem deve ser olhada como a atividade de indivíduos ou grupos humanos, que mediante a incorporação de informações e o desenvolvimento de experiências, promovem modificações estáveis na personalidade e na dinâmica grupal as quais revertem no manejo instrumental da realidade.

O trabalho do psicopedagogo se dá numa situação de relação entre pessoas. Não é uma relação qualquer, mas um encontro entre educador e educando, em que o psicopedagogo precisa assumir sua função de educador, numa postura que se traduz em interesse pessoal e humano, que permite o desabrochar das energias criadoras, trazendo de dentro do educando capacidades e possibilidades muitas vezes desconhecidas dele mesmo e incentivando-o a procurar seu próprio caminho e a caminhar com seus próprios pés.
O objetivo do psicopedagogo é o de conduzir a criança ou adolescente, o adulto ou a Instituição a reinserir-se, reciclar-se numa escolaridade normal e saudável, de acordo com as possibilidades e interesses dela.

Bibliografia:

MULLER, Marina R. Aprender Para Ser. Buenos Aires, Ano 7, nº 14, 1986.
www.psicopedagogia.com.br
www.abpp.com.br

Educação para o Olhar

O olhar a qual me refiro é o olhar crítico e científico que devemos ter quando estamos a trabalhar, um olhar que deve ser treinado para que ele não distorça o que estamos realmente a ver. O que cada pessoa seleciona para ver depende das suas experiências e bagagem cultural, assim o tipo de formação que essa pessoa teve, influencia o observador quanto a uns aspectos e a desviar-se de outros.
A observação é considerada um instrumento de investigação científica, mas para tal precisa ser controlada e sistemática, o que implica um planejamento cuidadoso do trabalho e uma preparação rigorosa do observador. O acompanhamento do desenvolvimento global da “criança” é muito importante, para que ela possa criar condições de desenvolver sua personalidade integralmente e não apenas adquirir conhecimentos.

O que é planejar a observação? É determinar o “quê” e o “como” observar. De acordo com Patton (1980) “para realizar as observações, é preciso preparo físico, material, intelectual e psicológico”. O observador precisa fazer registros descritivos, saber separar os detalhes triviais dos relevantes e utilizar métodos rigorosos para validar as suas observações.
A observação possibilita um contato pessoal com o fenômeno, sendo a experiência directa um dos auxiliares no processo de compreensão e interpretação do objeto de estudo, visto que o acompanha in loco nas experiências diárias. A introspecção e a reflexão têm um papel importante na pesquisa naturalística assim como permite coletar dados de situações que são impossíveis em outras formas de comunicação.
O observador não deve se envolver muito no objeto de estudo, pois isso pode levar a uma visão distorcida dos fatos. Guba e Lincoln (1981) acham que essa distorção é menor do que se pensa, justificando que “os ambientes sociais são relativamente estáveis”.

O próximo passo será determinar o grau de envolvimento do observador. Poderá começar como total participante e depois, gradualmente se distanciar ou, pelo contrário, aproximando-se do objeto de estudo à medida que o vai conhecendo. O observador pode decidir desde o início qual será a sua postura, não deixando de ser flexível, mas nunca deixar totalmente claro o que pretende com o grupo para que não haja alterações significativas.

Qual será a duração de permanência do observador em campo? Estudos feitos por Ross e Kyle (1982) demonstram que varia entre seis semanas e três anos. A decisão sobre a extensão do período de observação deve depender do tipo de problema que está a ser estudado e do propósito do estudo.
Quando se sugere que se separem os detalhes triviais dos relevantes, perguntamos-nos quais serão essas observações. Bogdan e Biklen (1982) apresentam várias sugestões:

• Descrição dos sujeitos - aparência física, modo de vestir, falar e agir.
• Reconstrução de diálogos – depoimentos, observações e gestos.
• Descrição de locais – ambiente onde é feita a observação.
• Descrição de eventos especiais – o que ocorreu, quem estava envolvido e como se deu esse envolvimento.
• Descrição das atividades – atividades gerais e os comportamentos.
• Comportamento do observador – suas anotações, ações e conversas com os participantes.

E as expectativas? O observador desde o início tem suas expectativas, suas idéias quanto ao objeto de estudo. A reflexão sobre essas expectativas também é necessária para ver se houve alteração das perspectivas do observador.
O registro pode ser feito na hora da observação por filme, foto ou descrito manualmente, no entanto, pode ser inviável, porque o registro em frente aos participantes pode influenciar o seu comportamento, mas deve ser feito o mais rápido possível para que, o que é observado na hora, não seja esquecido ou modificado com o passar do tempo. É necessário registrar as observações realizadas durante todo processo, para ter condições de ir redirecionando seu trabalho no sentido de ajudar os participantes as construírem novos conhecimentos. Os registros de cada dia servirão de subsídios para o observador planejar o dia seguinte. Na ausência de anotações, o observador poderá perder de vista quais os participantes que estão conseguindo avançar, quais os que necessitam retomar determinados aspectos e, enfim, quem são os que podem prosseguir com tarefas mais avançadas.

Assim, a função do registro não é rotular o participante, mas verificar o conhecimento que já construiu e identificar as interferências necessárias para que possa prosseguir no processo de construção.
“O relatório permite que o professor estabeleça relações entre fatos distintos no tempo, levante hipóteses e, principalmente, troque e discuta seu trabalho com os outros educadores, o que garante a multiplicidade de leituras e o seu crescimento profissional.” WEISZ, 1990

A entrevista é uma das principais técnicas de trabalho realizadas em pesquisas. A razão pela qual a entrevista é vantajosa é que ela permite pôr em prática tudo o que escrevemos para trás. Temos uma captação imediata e corrente da informação que desejamos. Podemos fazer entrevistas de forma mais flexível, em que o assunto pode ser discursado pelo entrevistado da maneira que ele quiser, ou pode ser uma entrevista mais cuidadosa, com um guião para orientar a entrevista.

Outras condições seriam:
• O respeito pelo entrevistado;
• O respeito pelos horários;
• Sigilo e anonimato;
• Vocabulário adequado;
• Escuta e observação e
• Confiança.

Thiollent (1980) refere que “o entrevistador precisa estar atento não apenas ao roteiro e às respostas que vai obtendo. Existem os gestos, expressões, entonações, sinais não verbais, hesitações, alterações de ritmo, etc.” É preciso analisar e interpretar o discurso como um tudo.

Por fim, a analise dos dados qualitativos que suscita alguma confusão. Que devemos ter em conta? Segundo Caulley (1981) a analise documental procura identificar informações factuais. Para todas as hipóteses devemos ter uma fundamentação teórica que nos dê apoio documental à nossa prática observada indicando problemas que podem ser explorados através de outros métodos.
Qual a caracterização desses documentos? Será um único tipo de material ou uma mistura? Segundo Patton (1980) “a analise de dados qualitativos é um processo criativo que exige grande rigor intelectual e muita dedicação. Não existe uma forma melhor ou mais correta. O que se exige são sistematização e coerência do esquema escolhido com o que pretende o estudo”.

Bibliografia:

BOGDAN, R. e BIKLEN, S.K. Qualitative Research for Education. Boston, Allyn and Bacon, Inc. 1982.
CAULLEY, D.N. Document Analysis in Program Evaluation (60 na série Paper and Report Series of the Research on Evaluation Program). Portland, Or. Northwest Regional Education Laboratory, 1981.
GUBA, E.G. e LINCOLN, Y.S. Effective Evaluation. San Francisco, Ca., Jossey-Bass, 1981.
PATTON, M.Q. Qualitative Evaluation. Beverly Hills, Ca., SAGE, 1980.
ROSS, D.D. e KYLE, D. W. Qualitative Inquiry: a review and analysis. Trabalho apresentado no Encontro Anual da AERA. New York, Março de 1982.
THIOLLENT, M. Crítica Metodológica, Investigação Social e Enquete Operatória. São Paulo, Edit. Polis, 1980.

Definição de estudo de caso

Na conferência de Cambridge (Adelman et al., 1976) o termo estudo de caso foi definido como “uma família de métodos de pesquisa cuja decisão comum é o enfoque numa instância”.
Para Merriam (Bogdan e Biklen et al., 1994), o estudo de caso consiste na “observação detalhada de um contexto ou indivíduo, de uma única fonte de documentos ou de um acontecimento específico”.
Já para Nisbett e Watt (1978) sugerem que o estudo de caso seja entendido como “uma investigação sistemática de uma instância específica”.
O estudo de caso nos leva a visualizar uma imagem que poderia a ser descrita como a de uma convergência de informações, de vivências e de troca de experiências. Partindo da percepção de cada participante desta atividade, nos levaria à compreensão mais clara da natureza e da dinâmica de um fenômeno que seria foco de nossa observação.
A grande vantagem do estudo de caso é permitir ao pesquisador concentrar-se em um aspecto ou situação específica e identificar os diversos processos que interagem no contexto estudado.

O ponto forte do estudo de caso é sua capacidade de explorar processos sociais à medida que esses ocorrem nas organizações, permitindo uma análise processual, contextual e longitudinal das várias ações e significados que ocorrem e são construídos nas organizações.
O conhecimento que advêm do estudo de caso tem um valor único, próprio e singular, que começa pela recolha de dados que vão tomando decisões acerca do objetivo do trabalho. Esta recolha consiste em entrevistas, fotografias, gravações, documentos, anotações de campo e negociações com os participantes do estudo. Os depoimentos de um estudo de caso são utilizados como veículos para a compreensão de aspectos básicos do comportamento humano.

Caracterizando um estudo de caso:
• Procuram à descoberta e compreensão do estudo de caso;
• Interpretação do contexto em que se insere o estudo de caso;
• Levantamento de várias hipóteses e pontos de vista diferentes;
• Utilização das várias estratégias para o tratamento e uso da informação;
• Descrever a situação em que o pesquisador se encontra (método naturalista);
• Retratando a realidade para que o leitor tenha a visão do todo sem esquecer o detalhe e
• O estudo de caso deve ser bem explícito na diferenciação de interpretações e observações, evidências primárias e secundárias, afirmações gerais e depoimentos, resumos e citações.

O método usado pelo pesquisador é outra estratégia que deve ser mencionada no estudo de caso. Começando pela recolha de dados, o pesquisador vai tomando decisões acerca do objetivo do trabalho. Depois de organizado e distribuído o tempo, escolhe as pessoas que vai entrevistar e o que aprofundar. Há medida que o tempo vai passado, mais informações o pesquisador vai ter e poderá selecionar melhor os aspectos específicos, indivíduos e atividades de pesquisa.
Um ponto comum entre vários autores (GOODE, 1969, YIN, 1989, BONOMA, 1985) é a recomendação de grande cuidado ao se planejar a execução do estudo de caso para se fazer frente às críticas tradicionais que são feitas ao método.
O método de estudo de caso deve ser visto como uma estratégia de pesquisa e considerar aspectos relevantes para o desenho e a condução de um trabalho de pesquisa, analisando as suas vantagens.


Bibliografia

ADELMAN. C. et al. Re-thinking case study: notas from the second Cambridge Conference. Cambridge Journal of Education, 6, 3, 1976.
BOGDAN, Robert e BIKLEN, Sari. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Porto, Portugal. Porto Editora, 1994.
NISBETT, J. e Watt, J. Case Study. Redguide 26: Guides in Education Research. University of Nottingham Scholl of Education, 1978.